Não sou nada!

Sou a mina terrestre a ser pisada

Sou o olho que turva a cólera da raiva

Sou o momento do milagre

Sou o exagero da fome, o exagero do saciar

Sou o cheiro do mato torpe

Sou o gás que te adormece

Sou a bebida que te seca

Sou o banho que te suja

Sou a delicadeza que te maltrata

Sou nua, sua santa puta

Sou donzela, gazela singela tonta e sonsa veito borboleta em flor

Sou o horizonte bonito

o tempo feio de chuva

Sou a alegria do meu ventre

Sou a tristeza em forma de beleza

Sou a margem que cai e leva

Sou a força que trai e dispersa

Sou a alma que tange orgulhosa e leve

Sou a prisão da sua liberdade

minha alma é feita de palha

E mesmo que eu tente ser seu lago fresco

Sua água da fonte

Ser seu pão

Ser sua

Nada além do sabor amargo dos reflexos

sairá

dentre nós

se

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Eu quero te beijar
Essa sua boca miúda
Essa pele canela
Negra feito leite
Lumiosa!
O cheiro seu.

A tristeza pode ser senhora
mas você sempre Moça.
A vida pode ser estranha
mas você tem harmonia,
Entenda que não se entende de alegria

Sente-SE!

Ainda não sabe do que o sorriso é capaz
Quem sabe um dia seu par de pernas
De volta
Te traz

Meu leste vai mudar,

Como o lado oposto da moeda

Joguei sem jogar meu destino

Corri de brincar de ainda amar, corri demais.

Meu perto sempre será sorrir ao te beijar

Longe é o querer

Meu sentido não muda, são mudas germinadas nesse jardim novo, que

Da flor, tentei ser espinho, sou capim.

SEARA HOTEL

Eram por volta de duas da manha, a brisa do mar era suave, eu dormia desde cedo, meu corpo doía da minha volta à academia, precisa cuidar mais da minha saúde física…
Alguém começou a chorar, no quarto ao lado, um choro forte, um choro de quem esta sentindo o coração dilacerar, um choro sofrido, daqueles que quando se ouve aperta o peito também, eu no inicio fiquei confuso, achei que a minha TV estava ligada, depois pensei ser a TV do quarto ao lado muito alta, mas àquela hora não se deveria ter som tão alto, havia uma porta trancada que dividia nossos quartos, era mesmo o SEARA HOTEL em Fortaleza, essas portas servem para os casos em que grandes famílias se hospedam e possam circular de forma privada, mudando de quarto, sem sair no corredor, mas aquele choro sincero e alto tirou totalmente meu sono, fiquei confuso, não sabia se pedia ajuda na recepção, fiquei quieto tentando ouvir se havia uma briga, quantas pessoas estavam com aquela voz de mulher adulta chorando como quem perdeu a maior das perdas, o choro não parava…
Fui ate a porta quer nos dividia, a inicio para tentar ouvir, depois deitei novamente, na esperança de fugir daquele pesadelo alheio e voltar para meu sono, as oito da manha eu já tinha uma palestra importante agendada e não podia estar cansado, com olheiras e tudo mais…
O choro não cessava!
Voltei à porta, queria ajudar já naquele momento, pensei em bater na porta, depois pensei em escrever um bilhete e por embaixo da porta, comecei a temer aquela mulher desesperada se suicidar e eu poder ter feito algumas coisa e não ter feito nada, merda de tormento, estávamos no decimo nono andar e era madrugada, eu sem ter a mínima ideia do que fazer.
Fiquei calado, temi haver alguém armado, eu me meter poderia me enrascar, mas o choro ficava pior, fui para o banheiro, peguei o telefone e liguei para a recepção.
O recepcionista com voz sombria me falou,
- Acabou de suicidar uma senhora no apartamento ao lado do seu, não fique nervoso, já tomamos as devidas providencias e tudo esta sob controle.
Pirei! O choro eu ainda ouvia, não era aquela mulher que havia se matado e sim outra pessoa, quem sabe um parente, uma irmã, estava nervoso, suado e pelado, desesperado par.
Sair do quarto lembrei que se olhasse pela janela, veria tudo que aconteceu, se era verdade ou não, fui andando, com medo da cena que iria encontrar, olhei pela janela, sem pressa, e para minha surpresa não tinha nada!
Voltei para o quarto e o choro não se ouvia mais, fiquei uns 15 minutos em silencio absoluto, nenhum sinal de choro, ou de qualquer barulho vindo do quarto ao lado.
Liguei para a recepção, atendeu outro rapaz, com voz calma e tranquila, me perguntou:
- Recepcionista Gomes. Boa noite Sr Goncalves, em que posso lhe ser útil?
- Gomes, liguei para a recepção há 20 minutos mais ou menos e informei que um uma mulher no meu apartamento vizinho, estava num intensa crise de choro, o atendente, com voz muito estranha e pausada me falou que havia acontecido um suicídio ao lado aqui, eu fui olhar pela janela e nada vi de corpo, o que esta acontecendo aqui?
- Sr Goncalves, creio estar havendo algum engano, o único quarto ocupado em seu andar e o do senhor, hoje um grupo de estrangeiros que ocupava o andar foi embora e o senhor é o primeiro a reocupar, posso ajudar em algo mais?
- Boa noite.

COMIDA

Desejo, necessidade, vontade
Necessidade, desejo, eh!
Necessidade, vontade, eh!
Necessidade

Machuca

Machuca o verso

Faz dele erro, em seu acerto.

Trauma as sensações todas

Que virão antes em mim

Com elogios e tom de flores

Aroma teu e nosso foi

Trata logo de chutar todas as suas meias palavras

Não tarde em suas exclamadas infinitas

Não diga nada além do que eu não disse

Defenda sua loucura ante a minha

Pois,

Ficando sentada sentindo, infringindo suas previas sensações.

Repouse nos assentos ate que eu não mais seja

Enquanto eu me encanto, no meu canto.

Nada quieto

Outono em mim

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Ainda que não tenha amanhecido em meu pensar, comecei a acordar e concordar com o passar das horas, onde apesar de não ter sol nascido em mim essa noite passada, repousa a tarde, boa.
Deve ser o outono, que me faz mais que o verão.

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Gay!

Esse papo chato que os caretas insistem em manter sobre ser gay, dar mole pra gay, ser torcedor gay, defender ou ofender  e vender ou comprar gay, que saco.

Parece ate que não vivemos num mundo onde todo mundo come, ou dá pra todo mundo, e ninguém assume ser gay, ou ser hetero, ou sei lá o “raio que o parta” de opção sexual, saco! Va se fuder, de forma bastante prazeirosa!

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1001 Discos pra ouvir antes de morrer, vou começar logo!

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